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Pires do Rio TAMBÉM TEVE SEUS HERÓIS!. PRACINHAS EXPEDICIONÁRIOS.



Em 1945, quando acabou a Segunda Guerra Mundial, eu estava com 09 anos.Os mais antigos devem se lembrar do fato, que gostaria fosse considerado histórico, dando-lhes a liberdade de me corrigirem ou contestarem, caso minha memória venha a me trair.
Lembro-me bem que, junto com meu pai, meus irmãos e grande parte da população, fomos à estação ver o trem da Estrada de Ferro Goiás que trazia de volta os Pracinhas (nome carinhoso dado aos expedicionários brasileiros que foram convocados). Quando o trem chegou, a Banda da Prefeitura (Ai já teve uma Banda, que tocava nas tardes de domingo no Coreto do Jardim) tocou o Hino Nacional e o Hino do Expedicionário. Desembarcaram os Pracinhas de Pires do Rio, Melike (ou Melique) Cecílio, Miguel Jorge, José Tintureiro e Paulo Sisterolli, irmão da Eredith Sisterolli. Segundo me consta os três primeiros lutaram junto com os aliados na campanha da Itália, inclusive na famosa tomada de Monte Castelo. Paulo Sisterolli não chegou a ir ao campo de batalha (por favor, me corrijam se não estiver correto). Um outro detalhe, lembro-me bem do Melike mostrar ao meu irmão Lúcio Lobo um quadro de sabão, no qual estava gravado em alemão: "Fabricado com gordura de Judeu!".
Entre Pires do Rio e Ponte Funda/Vianópolis, há uma estação com o nome de Soldado Esteves, em homenagem a um pracinha que segundo eu soube depois, morreu na Guerra, ou caiu do trem naquele local.
Nos primórdios da Guerra, eu estudava no Grupo Escolar Martins Borges, dirigido pela Prof. Dona Bibica Ferreira, aluno das Prof. Graciema Felix de Souza, Aída Felix de Souza, Clementina Felix de Souza, Graziela Felix de Souza e outras, das quais me fogem os nomes.
Lembro que, devido à escassez de borracha, os alunos foram convocados a recolher tudo que fosse produzido desse material, bonecas, bolas, chupetas, pneus, solas de sapato, etc..., que foram amontoados no pátio do Grupo e recolhidos depois, para serem enviados ao exército, para reaproveitamento, provavelmente na fabricação de pneus e outros artefatos necessários aos combatentes.
DESCULPEM-ME PELO ALONGAMENTO E OBRIGADO PELA OPORTUNIDADE DE EXERCITAR MINHA MEMÓRIA!

Por : CONSTÂNCIO LOBO

Perfeito, meu amigo/irmão Constâncio Guimarães Lôbo. Obrigado pelo relato histórico.

Quando criança/adolescente em Pires do Rio, eu me lembro de dois pracinhas. Um trabalhava no correio e o outro era um senhor de cor e era capitão. (não me recordo os nomes).

Constâncio, não me lembro do nome do Capitão, o que me recordo, eu era amigo do filho dele (também não me lembro o nome), eram todos músicos (acho que o capitão tinha uma banda). Eu tocava muito com o filho do capitão (acho que foi um dos primeiros "ensaios" musicais que fiz na vida. Ele tinha uma bateria. Acho que não era o Zé tintureiro. O capitão, se não me engano, ainda usava farda.Outra coisa RELEVANTE, uma das primeiras músicas que compus, em parceria com o filho do capitão, foi A PRIMEIRA VERSÃO da música dos Beatles HEY JUDE....rsrs

Vamos lá (eu me lembro até agora da letra, composta pelo filho do capitão e eu...).

HEY JUDE, OLHE PRA MIM
SEM VOCÊ, EU ... NÃO SEI VIVEER...
FAÇA PASSA, SEM ME DAR SATISFAÇÃO
ASSIM VOCÊ MACHUCA, O MEU CORAÇÃO...
(não me recordo do resto...rsrsr, faz pouco tempo isto, acho que uns 50 anos....rsrs).

Boa, não é, para adolescentes.... PENA QUE FICOU SÓ ENTRE EU E ELE, não fez sucesso..........rsrs. Muito tempo depois, surgiu uma versão (totalmente diferente DA NOSSA LETRA).


Moacyr

Um comentário:

  1. O funcionário do correio era Paulo Sisterolli e o de cor era Zé Tintureiro. Alguns o chamavam de Zé pretinho e ele atendia numa boa! Era uma pessoa simples, dono de uma lavanderia, mas muito querido de todos!

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